02 outubro 2016

     São milhares os animais que por todo o mundo sofrem diariamente o tormento de serem mantidos acorrentados. No entanto, a crueldade de manter animais acorrentados é quase sempre tolerada ou ignorada e estes continuam a sofrer sem esperança de uma vida melhor. Nenhum mal fizeram, mas vivem acorrentados pelo pescoço uma vida inteira. Para os cães — animais altamente sociais — este é um castigo horrendo. Privados de passeio, brincadeira, correr, explorar território e interação social, e sem receberem carinho, estes animais não vivem, limitam-se a existir sem dignidade.
     Os animais, como por exemplo os cães, são sociais e precisam da interação com pessoas e outros animais para se sentirem bem. No seu estado selvagem os cães, tal como os lobos, vivem em grupos (matilhas) que caçam, brincam e dormem em conjunto. Um animal acorrentado sozinho num local durante horas, semanas, meses ou mesmo anos, vai necessariamente transformar-se num animal frustrado e infeliz. Por mais dócil e meigo que fosse antes de passar a viver preso, vai tornar-se neurótico, ansioso e agressivo. Ele literalmente irá enlouquecer de sofrimento por privação.
     Em muitos casos, os pescoços dos cães acorrentados ficam em carne viva e infectados devido a coleiras demasiado apertadas e aos puxões contínuos que dão à corrente para tentarem se libertar. As correntes podem também facilmente emaranhar-se em outros objetos, asfixiando ou estrangulando os cães até à morte.
   Acorrentar os cães também é um risco para as pessoas. Os cães são naturalmente protetores do seu território. Quando confrontados com uma ameaça, reagem de acordo com o seu instinto de lutar ou fugir. Um cão acorrentado, impossibilitado de fugir, sente-se muitas vezes forçado a lutar, atacando qualquer pessoa ou animal estranho que entre no seu território.
     Infelizmente, os cães acorrentados têm de comer, dormir, urinar e defecar numa única área confinada. Eles raramente recebem o mínimo de carinho, assistência veterinária, e são quase sempre ignorados pelos seus tutores.
     Os animais temporariamente acorrentados devem ser presos com segurança para que a corrente não se emaranhe em outros objetos. As coleiras devem ser ajustadas corretamente, sem apertar o pescoço, machucando ou dificultando a respiração. Nunca devem ser usadas coleiras estranguladoras. A corrente deve ter vários metros de comprimento, para permitir ao animal mover-se confortavelmente. Usar uma roldana ou um carril é preferível a acorrentá-los a um ponto fixo. Mas a melhor maneira de confinar um cão é colocá-lo dentro de casa ou num espaço com uma vedação. Mas lembre-se, isso deve ser feito apenas em situações especiais, em que há a extrema necessidade de contê-lo, e apenas por um curto período de tempo.
  Manter um animal acorrentado constantemente é abuso e crueldade, provocando uma dose considerável de sofrimento físico e psicológico ao animal. Denuncie!

 Formas de Ajudar.
* Sensibilizar a Comunidade.
* Sensibilizar os Responsáveis Pelo Cão.
* Verificar porquê o animal está acorrentado e gerar soluções para que possam mantê-lo solto.
* Denunciar o Caso às Autoridades.

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